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Atenção e cuidados na hora de comprar um imóvel - 12/05/2013

Presidente do IBAPE-MG em entrevista para o Jornal O Tempo diz que um perito avalia se os materiais utilizados na construção são duráveis e se a edificação apresenta falhas que a tornam imprópria para o uso, ou diminuem sua durabilidade”.

Reportagem de Márcia Xavier 

Comprar um imóvel é a concretização de um sonho para a maioria dos brasileiros, mas é preciso atenção e cuidados na hora da aquisição, para que pequenos problemas sejam estruturais, contratuais, etc, não se tornem grandes transtornos e pesadelos. Um dos primeiros passos, de acordo com especialistas, é decidir o tipo de imóvel que se procura. Definido o número de quartos, se quer casa ou apartamento, um bem pronto ou na planta, com área de lazer ou com área privativa, com uma ou mais vagas, dentre outros fatores, não perde se tempo vendo empreendimentos que não atendem aos interesses e às preferências buscadas.

“O candidato à compra deve ter bem definido que tipo de imóvel atende a suas expectativas, necessidades e capacidade financeira”, aponta o advogado Paulo Viana, da Paulo Viana Advocacia Imobiliária. Para quem pretende financiar o imóvel a ser adquirida, a decisão de quanto pretende dispor na compra deve ser muito criteriosa. Isso porque ultrapassar esse valor poderá acarretar encarecimento das prestações e endividamento.

Segundo Paulo Viana, também não se pode se esquecer de verificar os documentos referentes ao imóvel e as despesas acessórias de manutenção, tais como conservação, segurança, IPTU. No caso de apartamentos, é importante saber qual o valor do condomínio, pois em alguns casos são altos e podem até influir negativamente em vendas futuras. “O negócio só deve se efetivar se o imóvel não tem nenhum gravame, isto é, se está livre de qualquer ônus. Nesse âmbito, o comprador deve verificar também se o imóvel tem IPTU em dia, se não deve condomínio, água, luz e gás”, diz Ricardo Trotta, sócio-fundador do Ricardo Trotta Sociedade de Advogados.

“Outra questão importante e que não deve ser negligenciada é a qualidade construtiva do imóvel, ou seja, existência de vazamentos, infiltrações, trincas, rachaduras, estofamento da pintura, problemas no telhado ou impermeabilização e tudo o mais que possa colocar em risco a segurança ou a saúde do usuário”, complementa Paulo Viana. Analisar a região, a acessibilidade, se tem comércio, transporte público, segurança, oportunidades de desenvolvimento também são quesitos recomendados, que contribuem para a valorização do bem e para a qualidade de vida.

Segundo especialistas, levando em consideração o alto valor que se paga por um bem próprio, é aconselhável comparar preços e, inclusive, contar com o apoio de bons profissionais antes de assinar a papelada. “É primordial procurar uma empresa séria, com estrutura, que tenha departamento jurídico, corretores experientes, conhecimento de mercado e que oriente o cliente de forma eficaz. Com tudo isso, a possibilidade de se fechar um bom negócio é certeira”, afirma Gilson Galvão, diretor da Galvão Imóveis.

“É importante também conhecer o histórico da construtora, avaliar o sistema construtivo, os projetos estruturais, hidráulicos, elétricos, dentre outros fatores”, complementa Flávio Galizzi, diretor da Valore Imóveis.

Frederico Correia Lima, engenheiro e presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape-MG), sugere, por exemplo, a contratação de um engenheiro avaliador, que possui o conhecimento técnico adequado para determinar o correto valor de mercado do imóvel e que faz inspeção nos imóveis, observando o estado de conservação. “O perito avalia se os materiais utilizados na construção são duráveis e se a edificação apresenta falhas que a tornam imprópria para o uso, ou diminuem sua durabilidade e seu desempenho. A identificação de eventuais problemas de manutenção e a necessidade de reformas causa uma desvalorização precoce no imóvel”, diz Lima.

De acordo com especialistas, vale ressaltar que, se o imóvel for adquirido na planta ou em construção, há garantias que devem ser cumpridas por construtoras e incorporadoras em caso de problemas. “O prazo geral de garantia das edificações é de cinco anos. A estrutura, entretanto, deve ser garantida pelo construtor no prazo de vinte anos”, explica Paulo Viana, que diz também que deve-se contar com profissionais para se precaver e, independente do tipo de aquisição, caso ocorra algum infortúnio, deve-se procurar a via da negociação.

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